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moraes poder 

Um juiz que sequestrou uma nação e concentrou os três poderes em si mesmo, está no banco dos reús.

O fundo do poço ainda não é o limite

O Brasil já chegou ao ponto de cavar o fundo do poço. E, acredite, ele pode ser mais profundo do que se imagina. Com a vinda à tona da ligação de Alexandre de Moraes com o banco Master e com denúncias da velha mídia — a mesma que antes o tratava como herói da democracia, enquanto agora lhe imputa crimes e incapacidade para permanecer no cargo — um tsunami de escândalos sem precedentes começa a inundar a nação. Ninguém consegue prever a real dimensão do estrago que isso causará.

Ilegalidades antigas, métodos novos e silêncio cúmplice

A verdade é que essas ilegalidades e imoralidades não começaram ontem. Elas vêm sendo praticadas há anos, temperadas com censura, perseguição, injustiças e até métodos que se assemelham à tortura — fatos já reconhecidos e denunciados internacionalmente. Sendo bem sincera, a situação tornou-se insustentável. A sensação é a de estarmos em voo automático, sem combustível suficiente para pousar.

Ainda assim, enquanto a queda não ocorre, muitos seguem ignorando o perigo, presos a uma análise meramente política, quando, na realidade, a crise já extrapolou todas as esferas do poder. Trata-se de um caso de polícia em que o juiz e o acusado se confundem. Como sair disso?

Quando o Direito perde o sentido

Cada novo capítulo causa espanto — ao menos para quem conhece minimamente a lei. Contraditoriamente, a OAB permanece em silêncio. Se já não se tinha, há mais de uma década, qualquer garantia de que o que se ensina nas faculdades de Direito ainda encontra aplicação prática, agora os livros perderam completamente o sentido. Os tribunais superiores, por sua vez, encontram-se sentados no banco dos réus.

Da lei à barbárie: quando o guardião vira o violador

Quando as leis são ignoradas e a subversão parte justamente de quem deveria resguardá-las, abre-se a porta para a barbárie e para a selvageria. O próprio conceito de país se esvai. Apenas muita força de vontade e coragem de cidadãos anônimos, em todas as esferas da sociedade, poderão reconstruir a República.

A origem da perseguição e o inquérito que nunca deveria existir

O famigerado inquérito das “fake news” teve origem em uma denúncia publicada por uma revista, que se referia a Dias Toffoli como “o amigo do amigo do meu pai” na planilha da Odebrecht. Naquele mesmo período, surgiram denúncias envolvendo auditores da Receita Federal que investigavam possíveis irregularidades nas declarações de imposto de renda das esposas de Toffoli e de Gilmar Mendes.

Há pelo menos seis anos, a Suprema Corte dedica tempo e energia para se blindar de seus próprios escândalos, ao mesmo tempo em que voltou seus canhões contra Bolsonaro e seus apoiadores, em uma perseguição implacável. Para isso, soltou e elegeu Lula, levando o país a um estágio avançado de uma metástase de corrupção impossível de ser ignorada — visível a longas distâncias.

Um Supremo indicado, não eleito — e a captura do poder

Lula indicou mais dois ministros em razão das aposentadorias de Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Este último, inclusive, tornou-se ministro da Justiça. Dino e Zanin ingressam no Supremo representando claramente os interesses de quem os indicou, assim como fizeram quase todos os demais, com raríssimas exceções em que a Constituição ainda prevalece como autoridade nas decisões e votos.

Quando a toga vira instrumento político

Diante dos últimos acontecimentos, especialmente envolvendo Toffoli e Moraes, é possível afirmar que nenhum dos dois se comporta como juiz. A forma de escolha para a composição da mais alta Corte revela-se absolutamente nefasta, resultando não apenas em um Supremo politizado, mas também carente de verdadeiro saber jurídico.

Um poder que não se compõe pelo voto popular e que pode colocar e retirar do cargo quem foi eleito pelo povo não passa de uma grande farsa — um balcão de negócios bilionário.

Um país anestesiado diante do colapso institucional

A promiscuidade normalizada, as prisões e solturas por encomenda, a ausência total de pudor e de freios institucionais, o narcisismo, a insanidade e o absolutismo que dominam esse poder transformaram o Brasil em uma terra devastada. Ainda assim, ela se mantém de pé graças a uma parcela da população que segue anestesiada.

Se os 212 milhões de brasileiros tivessem real noção do que está acontecendo na República, estariam apavorados — em revolta generalizada ou em rota de fuga.

Moraes: o impasse que encurrala o Brasil

Quem irá parar Alexandre de Moraes? Ao que tudo indica, ele chegou ao STF por meio de chantagem, mantém-se lá pelo mesmo método e comporta-se como uma bomba atômica, retirando do Brasil qualquer chance de sair ileso se for tocado. Eis o motivo de o país estar encurralado.

Não há saída sem traumas. A questão é escolher qual trauma atravessar. Não fazer nada apenas adia o inevitável e pode tornar a situação irreversível. Agir agora significa parar e corrigir tudo o que está errado, doa a quem doer.

Não há mais espaço para remendos

Onde estão os políticos, jornalistas e juristas dispostos a pagar o preço de implodir e reconstruir o país sobre bases firmes? A situação não admite emendas, remendos ou jeitinhos brasileiros. Foi exatamente isso que se fez nas últimas décadas — e o resultado foi o agravamento do problema.

Não é direita ou esquerda: é civilização ou barbárie

Não se trata mais de direita ou esquerda. Trata-se de liberdade ou escravidão, de lei ou anarquia, de civilização ou barbárie. Dois caminhos estão diante do Brasil: a bênção e a maldição, a vida e a morte. Cabe a cada cidadão escolher de que lado deseja estar e enfrentar os desafios com coragem.

É impossível que nada aconteça.

A pizza ficou grande demais para engolir

A era do “acabar em pizza” aproxima-se do fim, não porque tenhamos uma justiça justa, mas porque a injustiça da justiça tornou-se escancarada e inadmissível à passividade do povo.

Essa pizza está cada vez mais cara. Mensalão e Petrolão tornam-se fichinha diante do “Masterzão”, das operações ilegais e imorais realizadas no coração da economia brasileira. A ponta do iceberg são os 129 milhões de reais em contratos entre o banco Master e a esposa de Alexandre de Moraes, sem que se saiba exatamente qual serviço justificaria honorários dessa magnitude.

Titanic Brasil: afundando em câmera lenta

Estamos como o Titanic após a colisão: afundando lentamente. Alguns estão tão distraídos que sequer percebem os abalos. Outros, mais conscientes, sofrem em dobro. Os ignorantes seguem cegos, ora praguejando, ora zombando, acreditando tratar-se de apenas mais um escândalo.

O Brasil não suportará um Lula 4, pois mal suporta o Lula 3 — até porque quem realmente manda na bagaça é o Moraes 1.

Há os que lucram com tudo isso, mas até esses já estão com as barbas de molho.

Game Over.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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