
Se ser extremista é ter a convicção e o desejo autruísta de lutar por seu país, eis a única resposta para o caos atual.
Os que se apresentam como grandes solucionadores dos problemas do nosso país querem, a todo custo, convencer você de que a pacificação virá quando diminuirmos os extremos e extinguirmos a polarização. O mais macabro é que eles miram sempre em apenas um lado desse suposto “extremo”: a direita. Para eles, o polo direito é mais perigoso do que a máfia da esquerda que rouba da Petrobrás a fundos de pensão.
A chamada “coluna do meio” tenta se vender como salvadora da pátria, mas não apresenta projeto de país algum — apenas a meta, renovada todos os anos, de apoiar quem o sistema decide que vai ganhar.
Direita e esquerda existem em qualquer democracia. O grave é tentar eliminar uma delas em nome da “democracia” e da “soberania”. Isso é uma afronta a quem tem pelo menos dois neurônios pois é o fim da democracia.
Se o Brasil realmente quiser viver mudanças estruturais e resolver problemas antigos de forma definitiva, a polarização é o único caminho. Basta de viver na mornidão em que ora estagnamos, ora retrocedemos, sem jamais alcançar nosso potencial.
Em 2018, de forma inusitada, várias escamas caíram dos nossos olhos e nos descobrimos de direita — não porque tínhamos um plano pronto, mas porque tínhamos clareza do que não queríamos mais ser e de como não queríamos mais andar. E foi assim que nos encontramos na pessoa de Jair Messias Bolsonaro. Ele traduziu tudo o que não suportávamos mais e, contrariando um sistema que o cercava dentro e fora do poder, fez o máximo para dar um “cavalo de pau” na direção do Brasil.
Mesmo diante de resistências, multidões foram às ruas para mostrar que ele não estava só e tinha o aval popular para tomar as decisões que julgasse adequadas. Nada é mais democrático do que isso. Foram quatro anos em que experimentamos um Executivo democrata e, ao mesmo tempo, convivemos com o embrião de uma ditadura no Judiciário. O povo não pôde ser plenamente representado. Foi a primeira vez que quem estava no poder foi perseguido por quem não tinha — ou não deveria ter — poder. E foi a primeira vez que multidões foram às ruas para defender um governo, não para derrubá-lo.
Depois de décadas de “teatro das tesouras” e uma direita que nunca foi direita, a maioria dos brasileiros percebeu que estava enganada e se dispôs a acertar dali em diante. A sociedade começou a se politizar. Apesar do sufocamento, das críticas e das acusações levianas, continuamos a falar de política mais do que de qualquer outro assunto. Esquecemos os jogadores da seleção brasileira e passamos a decorar o nome dos 11 ministros do STF. Percebemos que muitos deles não estavam ali pelo notável saber jurídico, mas por acordos políticos para blindar quem os indicou. Descobrimos que a corte declinava sempre para a esquerda e foi a primeira a criminalizar a direita quando esta finalmente surgiu.
Prenderam centenas de inocentes, não pouparam ex-presidente e nem generais. Pensam que, assim, vão “eliminar os extremos”, mas na verdade reforçam a necessidade deles. Quanto mais tentam torturar Bolsonaro para que ele ceda e indique um candidato do sistema, mais a população rejeita qualquer nome ventilado. Quanto maior o desespero para conquistar os votos dos bolsonaristas, mais deixam claro o poder que esse grupo tem — e a necessidade de aprender a negociar esse poder em nosso próprio benefício.
Há um versículo bíblico que diz: “Quem está sujo, suje-se ainda mais; quem está limpo, limpe-se ainda mais”. Não há mais espaço para quem tenta transitar entre direita e esquerda por interesses puramente eleitoreiros. A população quer representantes com coragem para assumir posições firmes: quem não é por nós, é contra nós.
Ainda que tentem eliminar Bolsonaro do mapa, seu legado jamais será apagado. O que ele ensinou — não só com palavras, mas com seu exemplo — ecoará por muitas gerações. Enéas plantou uma semente, mas não teve seguidores porque o sistema o ridicularizou. Bolsonaro plantou a mesma semente no tempo certo; ela brotou e deu muitos frutos. Ele tem milhões de seguidores. Não conseguiram calar sua voz — cada tentativa apenas fortaleceu sua verdade aos olhos do povo. Não conseguiram nos convencer de que ele é fascista, nazista, genocida, misógino ou machista. E isso graças às redes sociais, que agora querem regular.
Um povo que nasceu para ser livre jamais se curvará à escravidão. Uma mente que se abre para conhecer sua história nunca mais volta ao tamanho anterior. Ainda nem sabemos plenamente o que é ser livre, mas não descansaremos até que essa liberdade floresça nesta nação, tornando-a um país próspero, trabalhador, honrado e feliz.
Isso só será alcançado por quem é obcecado em ver seu país dar certo. O que vai mudar a nossa história será a vitória de um dos extremos — para o bem ou para o mal. Viva a polarização que permite a cada um manifestar suas crenças com convicção e garra. Ela não é o fim da nação, mas o começo de uma nova era. Se o polo da liberdade, da verdade e da verdadeira justiça prevalecer, teremos orgulho de sermos chamados de extrema direita — a extrema direita que não desistiu de lutar.
Adriana Garcia
Jornalista na Amazônia
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