
Além de 55% de intenção de votos, Dr. Furlan tem pouca rejeição e seus votos não dependem da disputa nacional
A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (25), mostra o cenário da disputa pelo Governo do Amapá a 40 dias das eleições de 4 de outubro. O levantamento aponta o Dr. Furlan (PSD) na liderança, com 55% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 35% do atual governador, Clécio Luís (União Brasil).
Se a eleição fosse hoje, os números indicariam vitória do Dr. Furlan ainda no primeiro turno.
Pesquisa estimulada
Na modalidade estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o cenário é:
- Dr. Furlan (PSD): 55%
- Clécio Luís (União Brasil): 35%
- Jairo Palheta (PCO): 1%
- Carlos Cley (PSTU): 0%
- Delegado Marcos (DC): 0%
- Branco/nulo/não vai votar: 1%
- Indecisos: 8%
A vantagem do Dr. Furlan sobre Clécio Luís é de 20 pontos percentuais.
Furlan também lidera com quase o dobro na pesquisa espontânea
O desempenho do Dr. Furlan também chama atenção na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores.
Nesse cenário, o candidato do PSD aparece com 43%, enquanto Clécio Luís soma 22%. A diferença chega a 21 pontos percentuais.
- Dr. Furlan (PSD): 43%
- Clécio Luís (União Brasil): 22%
- Jairo Palheta (PCO): 0%
- Carlos Cley (PSTU): 0%
- Delegado Marcos (DC): 0%
- Branco/nulo/não vai votar: 0%
- Indecisos: 35%
O resultado mostra que, mesmo sem receber uma lista com os nomes dos concorrentes, o Dr. Furlan é citado espontaneamente por uma parcela expressiva dos eleitores.
Maioria afirma já ter decidido o voto
Outro dado relevante da pesquisa é o grau de definição do eleitorado. 80% dos entrevistados afirmam que a escolha do candidato é definitiva, enquanto 20% dizem que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição.
O número indica um eleitorado majoritariamente decidido nesta reta final da campanha.
Eleitor do Amapá prefere separar disputa estadual da nacional
A pesquisa também investigou a preferência dos eleitores em relação ao alinhamento político do próximo governador.
- 34% preferem que o governador eleito seja aliado do presidente Lula;
- 30% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro;
- 31% querem um governador independente;
- 5% não sabem ou não responderam.
Os números mostram um cenário dividido e ajudam a explicar a estratégia de manter a disputa pelo Governo do Amapá concentrada em questões estaduais, evitando transformar a eleição em uma simples extensão da disputa presidencial.
Nesse contexto, a liderança do Dr. Furlan pode ser interpretada como resultado de uma candidatura que busca dialogar com diferentes segmentos do eleitorado, tendo como principal argumento a avaliação de sua gestão à frente da Prefeitura de Macapá.
Apoio de Lula ou de Flávio Bolsonaro muda pouco a decisão da maioria
A Quaest também perguntou aos entrevistados qual seria o impacto do apoio de Lula ou de Flávio Bolsonaro na decisão de voto.
Sobre o apoio de Lula:
- 20% dizem que aumenta a chance de votar no candidato;
- 51% afirmam que não muda nada;
- 24% dizem que diminui a chance de votar no candidato.
Sobre o apoio de Flávio Bolsonaro:
- 19% dizem que aumenta a chance de votar no candidato;
- 53% afirmam que não muda nada;
- 23% dizem que diminui a chance de votar no candidato.
Os dados mostram que, para mais da metade dos entrevistados, o apoio de qualquer um dos dois nomes não altera a intenção de voto.
Saúde aparece como principal problema do Amapá
Quando questionados sobre qual é o principal problema do estado atualmente, a saúde aparece disparada na primeira posição.
Confira os temas mais citados:
- Saúde: 43%
- Desemprego: 10%
- Infraestrutura: 9%
- Corrupção: 6%
- Violência: 6%
- Economia: 4%
- Educação: 4%
- Pobreza/desigualdade: 2%
- Outros: 8%
- Nenhum: 0%
- Não sabem/não responderam: 8%
O resultado representa um ponto de atenção para o governo Clécio Luís, especialmente porque a saúde foi uma das principais bandeiras apresentadas pelo governador durante a campanha de 2022.
A percepção de que a saúde continua sendo o principal problema do estado pode, portanto, pesar na avaliação da atual gestão e influenciar a decisão do eleitor nas urnas.
Clécio tem mais que o dobro da rejeição de Furlan
Outro indicador importante da pesquisa é o índice de conhecimento e rejeição dos candidatos.
O Dr. Furlan apresenta 70% de eleitores que o conhecem e afirmam que votariam nele, enquanto 22% dizem conhecê-lo, mas não votariam nele.
Já Clécio Luís aparece com 42% que conhecem e votariam, contra 50% que o conhecem, mas não votariam.
Confira:
Dr. Furlan (PSD)
- Conhece e votaria: 70%
- Não conhece: 8%
- Conhece e não votaria: 22%
Clécio Luís (União Brasil)
- Conhece e votaria: 42%
- Não conhece: 8%
- Conhece e não votaria: 50%
Carlos Cley (PSTU)
- Conhece e votaria: 2%
- Não conhece: 88%
- Conhece e não votaria: 10%
Delegado Marcos (DC)
- Conhece e votaria: 2%
- Não conhece: 88%
- Conhece e não votaria: 16%
A diferença entre os dois principais candidatos é expressiva: a rejeição declarada de Clécio Luís é 28 pontos percentuais maior que a do Dr. Furlan.
Levantamento
A pesquisa foi encomendada pela Rede Amazônica e ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 24 de agosto.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AP-09438/2026.
Adriana Garcia
Jornalista na Amazônia
