
Do grupo político do Dr. Furlan, com quem caminha há alguns anos, Edu é forte candidato da direita para a ALAP
Em ano eleitoral, é fundamental que a população conheça quem pretende disputar um cargo público. Afinal, são os eleitores que escolherão os representantes responsáveis por conduzir os rumos do país e do Estado pelos próximos quatro anos. Pensando nisso, entrevistei o pré-candidato a deputado estadual pelo Amapá, Edu Siqueira (PL), para conhecer sua trajetória, suas motivações e as propostas que pretende defender.
Esposo, Pai, avô, empresário do ramo do turismo e patriota — como faz questão de se definir — Edu acredita que o Amapá precisa deixar para trás a dependência de benefícios sociais e se transformar, de fato, em uma terra de oportunidades, onde as pessoas possam prosperar por meio do trabalho e do empreendedorismo.
Segundo ele, sua decisão de ingressar na política nasceu da insatisfação com a realidade do Estado. Sensibilizado com o fato de que, há cerca de 30 anos, o Amapá vem sendo governado pelos mesmos grupos políticos, Edu afirma que as políticas públicas não chegam à população como deveriam e que o povo acaba ficando sempre em último lugar.
Para ele, é preciso renovar os representantes e aproximar a política das pessoas. "A política precisa acontecer na rua, ouvindo a população, conhecendo seus problemas e buscando soluções para eles", afirma.
Edu é aliado do pré-candidato ao Governo do Estado, Dr. Furlan, de quem destaca o estilo de gestão baseado na presença constante junto à população e na sensibilidade para compreender as necessidades do dia a dia dos amapaenses.

Edu Siqueira, ao lado da Dra Rayssa que é pré-candidata ao senado e do Dr. Furlan, pre´-candidato ao governo.
Militância política
Embora hoje dispute um espaço na política, Edu afirma que esse nunca foi seu objetivo inicial.
Foi a partir de 2016 que passou a participar ativamente de manifestações em defesa do Brasil e em apoio ao ex-presidente Bolsonaro. Tornou-se conhecido por utilizar sua van para percorrer diversos municípios coletando assinaturas para a criação do partido Aliança pelo Brasil, legenda idealizada por Bolsonaro.
Com o crescimento dessa atuação, amigos passaram a incentivá-lo a disputar as eleições de 2022.
"A princípio eu queria disputar uma vaga para deputado estadual, mas pediram que eu fosse candidato a deputado federal porque não havia ninguém. Aceitei o desafio. Mas, se tivesse disputado para estadual, como era meu desejo, acredito que hoje estaria ocupando uma cadeira na Assembleia Legislativa. Em 2022 tive 4.131 votos para deputado federal", relembra.

Edu atuou ativamente, com a sua Van, na coleta de assinaturas para a criação do partido de Bolsonaro - o Aliança.
Infraestrutura e saúde entre as prioridades
Na avaliação de Edu, os dois maiores problemas enfrentados pela população amapaense são a precariedade da infraestrutura e as dificuldades na área da saúde. Ele defende que o Estado precisa investir em políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população e promovam desenvolvimento econômico.
Experiência como empreendedor
Edu iniciou sua trajetória empresarial ainda muito jovem. Segundo ele, uma de suas maiores conquistas foi tornar-se empreendedor. Ele conta que recebeu um convite para administrar uma loja em uma área de garimpo durante seis meses, mas acabou permanecendo no setor por duas décadas.
"Essa parte do garimpo eu conheço bem. Sei das dificuldades e do trabalho pesado. Hoje vemos como o garimpeiro está sendo tratado, e isso chega a ser desumano. O garimpeiro acorda às cinco da manhã para trabalhar e estamos vendo ações do Governo Federal destruindo aquilo que muitas pessoas construíram durante toda a vida. É de doer o coração", lamenta.
Família como maior patrimônio
Entre todas as conquistas pessoais, Edu afirma que sua maior riqueza é a família. Ele perdeu o pai aos 21 anos de idade, vítima de um acidente automobilístico, e viu a mãe criar sozinha os dez filhos. Por isso, diz que ela sempre será sua maior referência de vida.
Conhecido entre amigos por ser uma pessoa de fácil diálogo, acredita que essa característica será importante caso venha a representar a população.

Sempre com o Capitão, para Edu, Bolsonaro falou, está falado: É Flávio 22, Presidente.
Defesa de causas sociais
Edu afirma que o Estado precisa dar mais atenção a áreas que considera negligenciadas. Entre elas, cita políticas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), aos dependentes químicos, às pessoas com transtornos mentais em situação de abandono e ao fortalecimento das ações de combate à violência contra mulheres, crianças e idosos.
Uma candidatura construída pelo grupo
Segundo Edu, disputar novamente uma eleição não fazia parte de seus planos para este ano. Ele afirma que aceitou colocar seu nome à disposição após ser incentivado por amigos que defendem a formação de um grupo político unido e disposto a romper com práticas do passado.
Representação da direita
Edu também defende que o eleitorado conservador precisa ampliar sua representação política. "As pessoas conservadoras precisam ser representadas na política. O mundo está mudando. A direita está crescendo e precisamos de representantes que tenham compromisso com aquilo que defendem. Não precisamos de políticos que mudam de posição conforme a conveniência. Precisamos de pessoas que representem o povo e trabalhem para resolver os problemas da população", afirma.

Sempre com coragem, defendeu o que acredita: Deus, Pátria, Família e Liberdade. Desde 2016, liderava as manifestações em Macapá.
Potencial econômico do Amapá
Na avaliação de Edu Siqueira, o Amapá possui riquezas naturais e potencial suficiente para gerar emprego, renda e desenvolvimento, mas ainda carece de incentivo ao setor produtivo. Ele cita o agronegócio, a mineração, a piscicultura, a indústria e o comércio como segmentos capazes de impulsionar a economia do Estado. "Temos todas essas atividades econômicas, mas o apoio ainda não chegou como deveria. É por isso que grande parte da população continua dependendo exclusivamente do poder público", observa.
Edu também demonstra preocupação com os indicadores sociais do Estado. "Quando você vê um Estado onde o número de beneficiários do Bolsa Família é maior do que o número de trabalhadores com carteira assinada, é sinal de que alguma coisa não está bem. Precisamos mudar essa realidade. Somos um povo trabalhador, um povo rico em potencial, que precisa apenas de oportunidades. E essas oportunidades ainda não chegaram para grande parte da população", declara.
Política perto das pessoas
Ao falar sobre o legado que gostaria de deixar caso seja eleito, Edu afirma que acredita em uma política próxima da população. Para ele, um verdadeiro representante não deve permanecer apenas nos gabinetes, mas conhecer de perto a realidade das comunidades.
"Se um dia eu tiver a honra de representar a população, quero ser lembrado como alguém que foi até o povo, ouviu suas necessidades e trabalhou para buscar soluções para os problemas reais das pessoas, e não como um político que ficou apenas dentro do gabinete", conclui.
Adriana Garcia
Jornalista na Amazônia
Colabore e anuncie onde você encontra conteúdo de valor
