cnews 2506 banner 500x100px
cnews 2506 banner 500x100px

 lawfare

A "justiça" coloca e tira do poder. A instrumentalização dos tribunais em prol de um lado político.. A quem recorrer?

Não se enganem: aquilo que teve início em 2022 avançará de forma ainda mais assustadora em 2026 — a menos que um milagre aconteça. E milagres ainda acontecem. Mas meu objetivo aqui é falar sobre o que está cada dia mais previsível por causa do que a própria sociedade permitiu que se instalasse.

O mundo sabia que Bolsonaro seria reeleito facilmente, pois — concordando ou não — a adesão popular que ele possui é inédita, e tudo isso sem a ajuda de “forças” como a imprensa ou o marketing político. Ele não é uma farsa nem uma marionete do sistema. É autêntico, e isso assustou profundamente quem sempre controlou os resultados eleitorais no Brasil.

A partir daí, iniciou-se uma campanha para desumanizá-lo e criminalizá-lo com adjetivos como misógino, machista, fascista, até chegar ao auge durante a pandemia, quando passou a ser taxado de genocida sem dó ou piedade. Mesmo assim, continuou tendo apoio da maioria.

Foi então que se iniciou um golpe de Estado usando o Judiciário. O único que acreditavam ser capaz de derrotá-lo — ou, ao menos, criar um empate manipulado como vitória — era Lula. Para isso, tiraram o ex-presidente da cadeia, que, diga-se de passagem, estava longe de ser uma cadeia: era praticamente uma hospedagem de luxo, onde recebia governadores, políticos, jornalistas e até a então namorada, com quem se casou depois. Dava entrevistas, estava livre mesmo preso, sustentando a narrativa de vítima da Lava Jato.

Hoje tenho minhas ressalvas à Lava Jato — não por investigar, mas por escolher muito bem um lado, e por ter sido usada politicamente. Mas as provas, os depoimentos, as delações e o dinheiro devolvido são reais. Uma coisa não anula a outra. Lula é culpado e condenado.

O Judiciário foi acionado para tirá-lo da cadeia, torná-lo elegível e assegurar-lhe a vitória. E, nesse processo, tudo foi permitido:
– censura antecipada;
– fraude na transmissão do horário eleitoral gratuito em rádios do Nordeste;
– perseguição descarada do TSE a Bolsonaro enquanto beneficiava Lula;
– criminalização do voto impresso, auditável e com contagem pública;
– criminalização da PF ao encontrar ônibus no Nordeste levando eleitores com dinheiro vivo para compra de votos.

Qualquer pessoa que ousasse duvidar da lisura do processo era acusada de atentar contra o Estado Democrático de Direito. O lawfare entrou em cena — e não pretende sair. Tornou-se protagonista, e nesse balcão político a decisão sempre depende do freguês: se for do sistema, tudo a favor; se não for, tudo contra.

O que é lawfare?

É a combinação de law (lei) e warfare (guerra): o uso estratégico do sistema jurídico como arma para prejudicar adversários políticos, econômicos ou militares. Manipula-se leis e processos legais para desacreditar ou paralisar o oponente de forma aparentemente legal.

Muitas pessoas públicas já sabiam o resultado das eleições, não pelo que viam nas ruas ou nas redes, mas pelas movimentações da Justiça a favor de um candidato e contra outro. Muitos se acomodaram e se tornaram cúmplices desse crime lesa-pátria, pois o importante era estar ao lado do “grupo vencedor”, custasse o que custasse.

Tudo que hoje destrói o país — em moralidade, economia e liberdade — tem a assinatura desses oportunistas.

Bolsonaro está preso e inelegível. E o problema não é ele, nem sua família, nem o fato de a direita não aceitar outro nome. O problema é que quem chegou ao poder de forma ilegal vai se manter de forma ilegal, usando exatamente o instrumento que garantiu sua vitória: “a Justiça”.

Ou o Brasil dá um basta ao uso maléfico do Judiciário para perseguir opositores — e não acredito mais em solução interna — ou tanto faz quem enfrentará Lula em 2026. Ele permanecerá e indicará seu sucessor em 2030: Boulos. E o Brasil caminhará rapidamente para a miséria. Não é exagero. Basta olhar para Cuba e Venezuela. Quem toma o poder, não o devolve.

Enquanto isso, idosas, enfermos e jovens inocentes são jogados na Papuda e na Colmeia por crimes fabricados.

Muitos comemoram achando que destruíram Bolsonaro ou o bolsonarismo, mas, na verdade, estão destruindo o próprio país — e a liberdade de seus filhos e netos.

Estão tentando construir 2026 sobre areia movediça. Discutir eleições sem reconhecer que não existe mais democracia no Brasil é ingenuidade ou má-fé. Facções criminosas patrocinam campanhas — isso já deveria causar pavor. E o aparato judicial instrumentalizado para trazer Lula de volta não tem como recuar. A própria imprensa já começa a admitir que algo grave ocorreu, embora tenha sido cúmplice de tudo.

Mas o nível de arbitrariedades é tão grande que não há qualquer sinal de recuo.

O cenário no Amapá

Em Macapá, o favorito nas pesquisas é o Dr. Furlan, prefeito da capital, que vence no primeiro turno o atual governador Clécio Luís, aliado de Lula, Alcolumbre, Randolfe e Waldez. É a turma do atraso, que o povo não suporta mais. A única forma de se manterem é usando lawfare.

Alcolumbre está nas mãos de Alexandre de Moraes, que está nas mãos de Alcolumbre. O que acha que pode acontecer? Qualquer processo que chegue a Brasília para impedir a candidatura do Dr. Furlan pode ser deferido facilmente.

Randolfe está prestes a deixar o Senado depois de 16 anos, graças à dobradinha entre Dra. Rayssa Furlan e o senador Lucas Barreto. E Randolfe sempre é atendido quando bate no STF.

Lula está na presidência por decisão judicial, não por maioria de votos auditáveis e com contagem pública.

Assim como quem começa mentindo precisa continuar mentindo, quem começa com fraude precisa continuar fraudando.

Converso com pessoas que dizem que, se Furlan não vencer, nunca mais votarão, porque provará que as urnas não refletem os votos. Em Macapá, sua aprovação beira 90% — e ali está 60% da população do estado. A disputa já está definida humanamente e matematicamente. Mas aliados de Lula não aceitam derrota, ainda mais com petróleo e royalties à vista.

Nesta semana, o atual governador foi condenado a retirar do ar toda sua propaganda — claramente campanha antecipada — após representação do partido Cidadania sobre a campanha “Eu visto a camisa do Amapá”. Bandeiras, adesivos e camisas transformavam reuniões em comícios.

Passadas 48 horas, o governador conseguiu anular a decisão, derrubar a liminar e pedir redistribuição do processo alegando violação ao princípio do juiz natural. A magistrada determinou:

– acolhimento da nulidade por erro de procedimento;
– suspensão da liminar que censurava a campanha;
– redistribuição dos autos ao juiz original.

E, como cidadã, tenho minhas desconfianças. A perseguição à direita começou justamente com um processo aberto de ofício por Toffoli, sem sorteio, escolhendo Alexandre de Moraes como relator. O inacabável processo das “fake news”, onde sempre cabe mais um.

Quando é do interesse da esquerda, nenhuma regra precisa ser seguida.

Vou acompanhar de perto, porque decisões que deveriam ser técnicas estão claramente contaminadas pelo jogo político. Quando o Judiciário passa a servir a um grupo, não há mais direitos garantidos ao cidadão.

O que vimos na condução do pleito 2022, no 8 de janeiro e no processo que condenou Bolsonaro e aliados, é apenas o início. Quem hoje aplaude a perseguição, verá amanhã as decisões baterem à própria porta.

No Amapá, a campanha antecipada não muda o resultado: o povo rejeita essa política velha e carcomida. Mas espera-se imparcialidade e decisões baseadas nos autos — não na conveniência das partes.

Caso contrário, os próximos meses serão infernais para quem mora no estado: perseguição, intimidação e manobras para impedir a derrota da velha política e a vitória do candidato que o povo já escolheu.

Quem achou normal o pleito de 2022 pode se preparar para o replay em 2026. Seremos obrigados a engolir os candidatos que o Judiciário quiser. E quem reclamar, é preso por “tentativa de golpe”.

Essa é a “democracia inabalável” que Barroso, Moraes, Gilmar e o STF dizem ter salvado.

Se salvar a democracia significa garantir que seus aliados permaneçam no poder, não se assuste com o que planejam para 2026.

É pena que, quando não acontece conosco ou com quem amamos, fingimos que não está acontecendo. O lawfare nunca esteve tão ativo.

E é triste que precisemos de um presidente de outro país impondo tarifas e sancionando juízes brasileiros para pedir que a lei volte a vigorar e a Constituição volte a valer.

Muitos já desistiram do Amapá. Muitos já desistiram do Brasil. Quem ainda não desistiu precisa entender o que está acontecendo — e se posicionar diariamente contra o uso do Judiciário para nos impor uma ditadura.

Ainda acredito em milagres. Mas precisamos ser instrumentos deles antes que seja tarde demais.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

Colabore e anuncie onde você encontra conteúdo de valor.

 qrcode adriana

prefeitura_macapa_2