
Ela começou usando R$ 600 reais de auxilio emergencial e hoje sua empresa tem um capital social de R$ 600 mil reais
Nesta semana, conheci a história inspiradora de Ocinea Bastos, durante um evento promovido pela SEMTRADI em parceria com a Secretaria da Mulher da Prefeitura de Macapá. O “Elas Empreendem”, realizado em 19 de novembro, no auditório do HUB Macapá, celebrou o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino com histórias reais de superação e coragem.
No painel “Mulheres que inspiram mulheres”, uma das convidadas foi Oci, do Delícias da OCI — reconhecido pela ABRASEL como o melhor delivery da cidade.
Oci foi merendeira de escola pública por 33 anos e, durante a pandemia, decidiu empreender na cozinha de casa, oferecendo apenas delivery. Os R$ 600 do auxílio emergencial foram fundamentais como investimento inicial. Ela brinca que “vendia o almoço para comprar o jantar que venderia à noite”.
Em 2024, com a demanda crescendo, pediu desligamento do serviço público. Comprou uma casa nova e deixou a antiga exclusivamente para funcionar como restaurante. Hoje, o empreendimento conta com 3 unidades presenciais, 5 operações de delivery e emprega cerca de 50 pessoas.
Oci conta que, enquanto muitos estavam dominados pelo medo da pandemia, ela decidiu trabalhar para não sucumbir à preocupação: cozinhar virou terapia. No começo, apenas seus filhos saíam para fazer compras, seguindo todo o ritual de higienização. Eram ela, o filho e duas filhas na produção; havia apenas um entregador — hoje, ela já nem sabe mais quantos são.
Os cinco filhos, todos formados — um administrador, uma advogada, duas profissionais de RH e uma pedagoga — trabalham com ela no restaurante. Para Oci, o segredo está em persistir, fazer o que ama e colocar amor em cada entrega.
Sua trajetória mostra que é possível, em cinco anos, alcançar um patamar inimaginável quando se acredita no próprio potencial e faz bom uso até mesmo de R$ 600. Atualmente, o capital social da empresa chega a R$ 600 mil. Com trabalho, dedicação e paixão, o Delícias da OCI cresceu e se tornou referência no Amapá.
Adriana Garcia
Jornalista na Amazônia
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