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 republica morreu

Os três poderes se autodestruíram não obedecendo mais as leis. Inocentes seguem presos e exilados.

 

Definitivamente, a essa altura do campeonato, eu preciso concordar com a esquerda: anistia, não. O que precisa ser feito imediatamente é a anulação de todos esses processos fajutos, baseados em crimes inventados por quem, de fato, deu o golpe no Brasil — e hoje já não há mais dúvidas sobre isso.

Da mesma forma, não concordo com o impeachment de ministros que deveriam estar presos. O golpe dado pelo Judiciário, com a aquiescência e a tutela do mercado, anulou o papel e esvaziou os poderes do Legislativo, que já não vota nem decide absolutamente nada.

Não faz sentido colocar inocentes na mesma condição de criminosos que foram anistiados no passado. Não se concede anistia a quem não cometeu crime. É preciso libertá-los e promover uma reparação — cujo tamanho jamais será suficiente para aplacar o sofrimento vivido por essas pessoas e por seus familiares. Há mortos, há exilados, há presos. Há Bolsonaro lutando pela própria vida e sequer sendo autorizado a cumprir uma pena sem crime em seu domicílio.

Não dá mais para sustentar essa farsa de república. Não dá mais para respeitar instituições que não se dão ao respeito.

A anulação dos processos e a soltura imediata são o mínimo que precisa ser feito neste momento. Caso contrário, a escalada de ilegalidades não terá mais freios. O sistema legal de freios e contrapesos simplesmente não existe mais. Vivemos em um país que, enquanto organização institucional, já morreu. O que restou foi a nação — somos nós, que ainda sustentamos uma estrutura em estado avançado de decomposição, enquanto ninguém tem coragem de assinar seu atestado de óbito.

O trem já descarrilhou. A farsa da eleição para presidente em 2022 foi desmascarada. É tão evidente que os petistas hoje se veem obrigados a defender Moraes e os bancos, pois devem a ele a posição do seu ladrão-mor na Presidência, com direito a uma primeira-dama deslumbrada, cara e tão fora da curva que ganhou até um ministério próprio.

Não dá para contar com o Legislativo. A imprensa diz uma coisa hoje e desdiz amanhã, de acordo com os ganhos financeiros que cada narrativa pode gerar. O país caiu em total descrédito, mas parece que escolhemos continuar nos enganando na famosa “vida que segue”, sem saber para onde nem como.

Há quanto tempo essa república vive de fachada? O fato é que os verdadeiros destruidores da democracia decretaram a prisão de pessoas que sabem muito bem serem inocentes. A quem recorrer? Talvez ao espelho — e à constatação de que somos milhões, não milhares, e que uma ação conjunta não encontra tribunal capaz de contê-la.

Disseram que, se Bolsonaro fosse preso, o país pararia. Nada aconteceu. Ele está sendo assassinado — e nada acontece. Os poderes do Legislativo não existem mais, e aqueles poucos que tentam reagir passam a sofrer perseguição sistemática por meio do Judiciário.

O que estamos vendo agora é tudo aquilo que estava encoberto. A verdade dói — e, para alguns, chega a matar. Mas é a única forma de tratar os problemas do país em sua origem: trazer à luz o que está nas trevas. Não cabe remendo, nem nova roupagem. O que se impõe é o início de uma nova república, como já foi necessário no passado. Desta vez, porém, com um povo mais esclarecido, desperto e disposto a não permitir que os mesmos de sempre continuem lucrando com nossos prejuízos eternos e impedindo o país de ser tudo aquilo que sempre teve capacidade natural para ser.

A aliança entre mercado e Judiciário está exposta. Mais uma vez, o país assiste aos verdadeiros personagens que assinam a destruição do Brasil. Somente uma nação unida pode dar o ultimato aos verdadeiros golpistas e mandar para casa aqueles que são inocentes.

Ao celebrar o Ano Novo com seus familiares e amigos, lembre-se de que, há três anos, pessoas que não cometeram crime algum estão privadas de liberdade, encarceradas ou espalhadas por outros países. Elas não merecem anistia. Elas precisam que essa farsa seja anulada e precisam voltar para casa.

Os golpistas são outros. E eles sempre dobram a aposta — até deixarem o país em frangalhos, refém de qualquer nação que soube se organizar e colocar os interesses do próprio povo em primeiro lugar.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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