cnews 2506 banner 500x100px
cnews 2506 banner 500x100px

 alfredo flavio

Num país mergulhado na violência, Flávio escolhe um vice experiente na luta contra a criminalidade.

Nesta quarta-feira, 5 de agosto, finalmente o Brasil conheceu quem será o vice da chapa de Flávio Bolsonaro na corrida à Presidência da República: o advogado, ex-promotor de Justiça e deputado federal alagoano Alfredo Gaspar.

Para bolsonaristas, a escolha representou um grande alívio. Havia quem acompanhasse de perto as investidas de uma direita "permitida", validada pela Faria Lima, e que, diante das circunstâncias, dificilmente teria motivos para contestar uma composição diferente. Uma chapa pura, para quem conhece a realidade enfrentada pela direita perseguida quando decide disputar eleições, não significa pouca força nem aceitar o que restou. Significa a oportunidade de formar um governo sem dever favores a partidos ou alianças com os mesmos grupos que se uniram para derrotar Bolsonaro em 2022.

Definitivamente, não se trata de uma frente ampla contra Lula, mas de um grupo disposto a salvar o Brasil. Não se trata de narrativas construídas em cartas pela democracia, mas de atitudes concretas para devolvê-la ao país, após ela ter sido suspensa desde 2019, não por Bolsonaro, mas por seus perseguidores na Suprema Corte.

Alfredo Gaspar tem um histórico de uma vida dedicada ao combate ao crime. Fez isso tanto como promotor quanto como deputado federal e relator da CPMI do INSS, enfrentando esquemas de corrupção sem receio de confrontar os responsáveis. Ele possui algo que vale mais do que tempo de televisão durante uma campanha eleitoral: lealdade e coragem — qualidades que faltaram ao ex-vice-presidente Hamilton Mourão.

Ninguém precisa convencê-lo a defender os envolvidos nos acontecimentos de 8 de janeiro ou a defender Bolsonaro, que, como ele próprio afirmou durante a cerimônia de lançamento da chapa, encontra-se "em cativeiro". Tampouco é necessário convencê-lo a defender os filhos de Bolsonaro e compreender a atuação deles na tentativa de resgatar o Brasil, pois acompanha de perto o preço que cada um paga por esse posicionamento.

Alfredo Gaspar também enfrentou campanhas de difamação, especialmente quando investigações se aproximavam de Lulinha. Lindbergh Farias e Soraya Thronicke o acusaram de estupro, de forma leviana e irresponsável. O episódio o atingiu profundamente, levando-o não apenas a provar sua inocência, mas também a mover todas as medidas judiciais cabíveis contra seus acusadores.

Com essa sede de justiça e sua experiência no combate aos mais diversos tipos de criminosos, ele é visto pelos bolsonaristas como o vice ideal para enfrentar um problema crônico que vem sendo sustentado e agravado ao longo dos governos petistas: o avanço da violência e da criminalidade organizada, que já extrapolou os limites do tráfico de drogas e passou a ser reconhecida por algumas democracias como organizações terroristas.

Quem certamente não deve ter recebido bem essa escolha são justamente esses grupos criminosos. E, para os apoiadores da chapa, se esses grupos desaprovam a escolha, isso seria um sinal de que Flávio Bolsonaro está no caminho que o Brasil necessita, sobretudo diante da percepção de que uma parcela significativa do território nacional sofre influência dessas organizações.

A grande verdade é que estes quatro anos de PT, do chamado "Lula 3", com milhares de presos políticos, exilados e o próprio Bolsonaro impedido de participar da vida política, representaram a verdadeira prova dos nove. Foi o teste em que muitos foram reprovados, inclusive aliados próximos, enquanto outros foram colocados à prova e aprovados.

A lealdade se revela nos momentos de escassez e de perseguição. Bolsonaro sabe distinguir quem está apenas envolvido e quem está verdadeiramente comprometido com ele e com seu projeto de recolocar o Brasil nos trilhos da prosperidade, da paz e da liberdade.

Existe uma antiga comparação entre a vaca e o porco. Ambos fazem parte do café da manhã, mas a vaca está apenas envolvida, pois fornece o leite sem precisar ser sacrificada. O porco, por outro lado, para oferecer o bacon, entrega a própria vida. Ele está completamente comprometido.

Entre aqueles que permanecem em cima do muro, aguardando para decidir de que lado ficar conforme sopram os ventos, há também os que desembarcaram precocemente para construir uma liderança própria, demonstrar a devida lealdade. Mas também existem aqueles que permaneceram firmes, não abandonaram aquilo que consideram verdadeiro, não desistiram do propósito e tiveram humildade suficiente para compreender tanto a gravidade do momento quanto a necessidade de seguir aquele que consideram seu líder.

E esse líder, embora preso, isolado, emudecido e sem sequer poder escrever uma carta, continua sendo o único com potencial eleitoral para derrotar e enterrar politicamente Lula e o PT.

Esse comprometimento não significa apenas surfar na onda. Significa pagar o preço da perseguição, da calúnia e da pressão sem desistir. Se existe algo positivo nesses quatro anos, foi justamente o filtro que eles produziram. Cada episódio revelou quem permaneceu em silêncio, quem fez críticas veladas, quem traiu abertamente e quem permaneceu fiel.

O futuro vice-presidente carrega a mesma sede de justiça presente no coração dos bolsonaristas, dos presos políticos e dos perseguidos. É a mesma sede de justiça que está presente nos idosos roubados, nas vítimas que perderam seus bens para a criminalidade, nas famílias enlutadas pela violência nas favelas, nas cidades e até no campo.

Essa sede de justiça será saciada. A escolha de Alfredo Gaspar representa uma grata surpresa e demonstra que Deus está separando aqueles que realmente desejam ser instrumentos de libertação de uma nação, ao mesmo tempo em que afasta aqueles que buscam apenas o poder, se deixam deslumbrar pela fama ou lucram com um país que não deu certo.

Que este novo capítulo seja marcado pela verdadeira justiça superando a falsa, e pelos representantes que reflitam os anseios do povo substituindo aqueles que representam apenas seus próprios interesses.

 Alfredo Gaspar é o vice improvável de que o Brasil precisava.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

Colabore e anuncie onde você encontra conteúdo de valor

 

prefeitura_macapa_2
prefeitura_macapa_3
prefeitura_macapa_3