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 verita maio

Pesquisas consolidam liderança do Dr. Furlan, eleição da Dra. Rayssa,  reeleição do Lucas e queda de Clécio e Randolfe

Pesquisa mostra ampla vantagem de Dr. Furlan na disputa pelo Governo

Divulgada hoje, a nova pesquisa do Instituto Veritá, realizada entre os dias 27 e 31 de maio no Amapá, ouviu 1.030 pessoas. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no TRE sob o número AP-02323/2026 e no TSE sob o número BR-06360/2026.

Segundo os dados, 85,4% do eleitorado já definiu seu candidato ao Governo do Estado. Na pergunta “O candidato em quem você votaria é um desses nomes ou outro candidato?”, o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), aparece em larga vantagem, com 68,3% das intenções de voto, seguido do atual governador Clécio Luís (UB), com 30,6%. Outros candidatos somam 1%.

Na pergunta estimulada — “Se a eleição fosse hoje e esses fossem os candidatos, em quem você votaria para governador?” — Dr. Furlan amplia ainda mais a vantagem, alcançando 70,5% das intenções de voto, enquanto Clécio Luís aparece com 29,5%, uma diferença impressionante de 41 pontos percentuais entre o ex-prefeito de Macapá e o atual governador, aliado do senador Davi Alcolumbre.

Clécio Luís enfrenta alta rejeição e cenário desfavorável

Já no levantamento sobre rejeição — “Se a eleição fosse hoje, em quem você não votaria de jeito nenhum para governador?” — o governador Clécio Luís registra 68,1% de rejeição, enquanto Dr. Furlan aparece com 31,9%.

Considerando que uma eleição não se define apenas pelo elevado número de intenções de voto, mas também pelo índice de rejeição dos candidatos, o cenário que começa a se consolidar no Amapá é amplamente favorável a Dr. Furlan e extremamente desfavorável ao governador Clécio Luís.

Rumores de perseguição política aumentam tensão no Estado

Há uma perseguição explícita contra Dr. Furlan, seus aliados e até mesmo contra parte da imprensa e comunicadores que o apoiam. Os rumores sobre uma possível prisão ou inelegibilidade do ex-prefeito, mesmo sem fundamentos jurídicos apresentados até o momento, têm causado ainda mais revolta na população e podem ser um dos fatores responsáveis pelo aumento da rejeição do atual governador.

A percepção popular é de que Clécio Luís não conseguiria a reeleição, mesmo que tentassem retirar o nome de Dr. Furlan das urnas por meios considerados não republicanos.

Inclusive, a pesquisa  Veritá iniciou-se um dia após a Operação da Polícia Federal "Palanque Digital" que fez 35 mandatos de busca e apreensão, começando na casa do ex-prefeito e seguindo para residências de prestadores de serviços da prefeitura, especialmente jornalistas e influenciadores donos de sites, blogs e páginas que faziam a publicidade da prefeitura e cobriam as atividades da gestão.

verita senado

O grupo de Davi Alcolumbre sem voto para reeleger Clécio e Randolfe, fará de tudo para impedir a vitória do Dr. Furlan.

Afastamento da Prefeitura de Macapá amplia revolta popular

Outro fator de forte insatisfação popular é o fato de uma decisão política ter afastado da Prefeitura de Macapá tanto Dr. Furlan quanto seu vice-prefeito, Mário Neto. Desde então, a capital vem sendo administrada pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro DaLua (UB), aliado político de Davi Alcolumbre, que teve áudio vazado ao lado do senador, no qual ambos demonstrariam estratégias e articulações para derrubar Dr. Furlan.

Gestão de Dr. Furlan segue como referência no Amapá

A gestão do ex-prefeito da capital foi uma das três mais bem avaliadas do Brasil e considerada a melhor da Região Norte. Foram cinco anos e dois meses marcados por obras, entregas e avanços no serviço público municipal. Com a mudança no comando da Prefeitura, parte da população afirma assistir, há cerca de três meses, à desconstrução de um trabalho aprovado por 85% dos eleitores nas urnas de 2024.

Para muitos, isso representa um desrespeito ao eleitor macapaense e um verdadeiro golpe contra a vontade popular. O sentimento de retrocesso é percebido em diferentes áreas da cidade, o que também contribui para o aumento da rejeição ao governador, aliado do atual prefeito interino.

Esse tipo de movimentação política reforça, para parte significativa da população, a diferença entre aqueles que desejam servir ao povo e aqueles que buscam o poder a qualquer custo, mesmo que isso represente prejuízos à população e ao Estado.

Cenário aponta possível virada política no Amapá

O cenário aponta para uma possível virada de chave no Amapá, não apenas mais uma eleição. O que a população deseja é que não haja novas manobras políticas e que o eleitor possa escolher livremente quem irá governar o Estado, como se espera em uma democracia.

Disputa pelo Senado começa a se consolidar

Como reflexo dessa liderança e do novo modelo de gestão implantado na Prefeitura de Macapá nos últimos anos, consolidando Dr. Furlan como um dos maiores líderes populares da história política do Amapá, as disputas pelas duas vagas ao Senado também começam a se definir, deixando para trás nomes historicamente rejeitados por parte do eleitorado, entre eles o senador Randolfe Rodrigues.

Na pergunta “Você já tem um candidato em quem pretende votar para senador do seu estado?”, 65,7% afirmaram já ter escolhido seu candidato.

Dra. Rayssa lidera primeiro voto para o Senado

Na pesquisa estimulada para o primeiro voto ao Senado, Dra. Rayssa (PODE) lidera com 42,4%, seguida por Randolfe Rodrigues (PT), com 30,6%, e Lucas Barreto (PSD), com 18,1%. Em seguida aparecem Teles Jr. (PDT), com 4,3%, Acácio Favacho (MDB), com 2,6%, e outros candidatos, com 2%.

Entretanto, como neste ano serão disputadas duas vagas ao Senado, a pesquisa também perguntou: “Se a eleição fosse hoje e esses fossem os candidatos, qual seria sua primeira intenção de voto para senador?” Os nomes permanecem praticamente nas mesmas posições, com pequenas variações: Dra. Rayssa aparece com 39,1%, Randolfe Rodrigues com 28,4%, Lucas Barreto com 21,7%, Teles Jr. com 5,6% e Acácio Favacho com 5,2%.

Lucas Barreto cresce como principal nome para a segunda vaga

No entanto, estar em segundo lugar na disputa pela primeira vaga não significa necessariamente ser a segunda opção mais forte no cenário geral. Isso porque a pesquisa também perguntou: “E qual seria sua segunda intenção de voto para senador?”

Nesse cenário, Lucas Barreto aparece em primeiro lugar, com 32,9%, seguido por Dra. Rayssa Furlan, com 30,5%. Já Randolfe Rodrigues, que aparece em segundo lugar no primeiro voto, registra apenas 14% na segunda intenção de voto.

Na prática, os números indicam que os nomes mais fortes para ocupar as duas vagas ao Senado são Dra. Rayssa e Lucas Barreto, consolidando uma dobradinha que se fortalece a cada nova pesquisa e que também evidencia a força política de Dr. Furlan, tanto na disputa pelo Palácio do Setentrião quanto na formação de uma ampla base de aliados no Senado, na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

Rejeição de Randolfe Rodrigues preocupa aliados

Outro dado considerado decisivo é o índice de rejeição ao senador Randolfe Rodrigues. Na pergunta “Se a eleição fosse hoje, em quem você não votaria de jeito nenhum para senador?”, o parlamentar petista aparece liderando a rejeição, com 46,7%, bem à frente dos demais nomes. Em segundo lugar aparece Dra. Rayssa, com 17,8%; em terceiro, Acácio Favacho, com 14,8%; e, em quarto, Lucas Barreto, com 14,3%.

Os números mostram que Lucas Barreto lidera a preferência para o segundo voto ao Senado ao mesmo tempo em que mantém baixa rejeição, sendo considerado um dos principais aliados políticos de Dr. Furlan e compartilhando parte significativa do eleitorado com Dra. Rayssa.

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Clécio e Randolfe, ambos de esquerda, amigos de longa data e unidos no alto índice de rejeição, devem se aposentar juntos.

Cenário reforça avanço da centro-direita no Estado

Essa configuração também reforça a percepção de que o Amapá possui um eleitorado majoritariamente de direita ou centro-direita, com parte significativa da população desejando mudanças na representação política do Senado.

Polarização nacional também se reflete no Amapá

No cenário nacional, segundo a pesquisa, 53% do eleitorado amapaense já definiu seu candidato à Presidência da República. Como ocorre em boa parte do país, os dois nomes que lideram a disputa são Lula, com 46,9%, e Flávio Bolsonaro, com 43,4%.

Esses números correspondem à pergunta: “O candidato em quem você votaria é um desses nomes ou outro candidato?”

Quando questionados: “Se a eleição fosse hoje e esses fossem os candidatos, em quem você votaria para presidente?”, os dois principais nomes aparecem tecnicamente empatados: Lula registra 45,7% e Flávio Bolsonaro, 44,2%.

Flávio Bolsonaro aparece como único nome capaz de vencer Lula no Estado

As simulações de segundo turno mostram que apenas Flávio Bolsonaro venceria Lula no Amapá, com 54,5% contra 45,5%. Já Lula venceria Romeu Zema por 73,2% a 26,8%; venceria Sérgio Moro por 55,8% a 44,2%; e também derrotaria Pablo Marçal por 57,2% a 42,8%.

Os números indicam que o Amapá acompanha a polarização política nacional e apontam para uma disputa cada vez mais concentrada entre os grupos ligados ao presidente Lula e ao campo político representado por Flávio Bolsonaro.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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